A vida e a morte

Vitor Silva - 01/06/2017 - 03:07

A vida e a morte

Nos últimos tempos, aqui em Beja, tenho visto desaparecer do mundo dos vivos inúmeras pessoas da minha geração, pessoas na casa dos sessenta e tal anos de idade. Alguns eram simples conhecidos, mas outros eram amigos muito próximos.

O desaparecimento de alguém que conhecemos, às vezes durante décadas, leva-nos a reflectir sobre a vida, a morte e o que elas significam. Durante a maior parte da nossa vida e desde que não afectados por doenças que nos ameacem de morte, vivemos como se fôssemosimortais. E ainda bem que assim é. Seria terrível viver o dia a dia com a sensação de que um dia acabaremos. É melhor não pensar nisso. Parece-me até que os seres humanos têm esse mecanismo de defesa que actua automaticamente.

Mas há medida que os anos vão passando chega um momento em que temos que nos confrontar com a inevitabilidade da morte. E aí parece que a vida que ficou para trás passou muito depressa, demasiado depressa. E de facto, à escala cósmica, a vida de cada ser humano não durou mais que um minúsculo instante.

Então qual é o significado da vida e da morte?

Para os não crentes em qualquer religião, a vida é apenas uma organização inteligente da matéria a que a morte põe fim, isto é, a vida não tem qualquer significado.

Para os crentes e conforme a sua religião, a morte é apenas a transição para uma outra forma de vida eterna ou então a possibilidade de reencarnarem como outro ser.

Mas a verdade é que, independentemente das suas crenças, ninguém sabe verdadeiramente se existe vida para além da morte, pelo que tenho para mim que a melhor maneira de atravessarmos esta curta vida é tentando ser feliz e ao mesmo tempo ajudarmos os outros a também o serem.

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