Estratégias para o Desenvolvimento

Tomé Pires - 15/03/2017 - 05:12

Estratégias para o Desenvolvimento

Quando falamos de estratégias para o desenvolvimento do território, estamos a falar de um trabalho persistente e coerente de articulação entre os vários domínios que suportam a nossa atividade e de integração de todos os agentes que aqui têm intervenção, sejam económicos, culturais e artísticos, sociais e educativos ou desportivos. A aposta do município na promoção e divulgação dos recursos endógenos, no património cultural, nas artes e na criatividade, na inovação e na promoção de uma cada vez maior qualidade de vida, com relevância para a participação das pessoas e para os projetos em parceria tem demostrado ser um caminho seguro para o desenvolvimento sustentável que seguimos. Estamos, pois, a trabalhar na utilização dos nossos recursos como fontes de valor acrescentado para a dinamização económica e criação de emprego. E isto remete para um crescimento inteligente, sustentado e inclusivo. Para a interação entre cultura e economia, no reforço da competitividade e diferenciação. Para o património, a cultura, as produções, como pilares do desenvolvimento. E para as pessoas, para quem aqui vive e para aqueles que nos visitam.

Dos vários projetos e ações em que estamos a trabalhar nas várias áreas, começo por referir as Jornadas Municipais pela Igualdade e Inclusão Social, que neste mês de março decorrem no concelho, em parceria com a Rede Social e no âmbito dos projetos municipais na Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis. Março é também mês do Teatro e mais uma vez o município em parceria com um conjunto alargado de associações promove esta arte com fortes tradições no concelho, sendo de salientar a participação pela primeira vez no Festival Internacional de Teatro do Alentejo. No domínio do desenvolvimento económico e após a Feira do Queijo do Alentejo, realizada com assinalável êxito no último fim-de-semana de fevereiro, as potencialidades dos nossos recursos agroalimentares voltam a estar em foco, neste mês de março, no Internacional Food And Drink Event (IFE), em Londres. Esta última ação é promovida em parceria com a AproSerpa, no âmbito do projeto “Queijo Serpa – Impulso à internacionalização”, estando ainda prevista a participação durante este ano noutras feiras internacionais.

Resultado também de toda esta estratégia coerente de valorização, salvaguarda e promoção da identidade e dos recursos e da diversificada oferta de iniciativas ao longo do ano, o concelho de Serpa tem vindo a afirmar-se como um território de desenvolvimento turístico, com um aumento progressivo de visitantes nos últimos anos. É assim que registamos com satisfação que, entre 2013 e 2016, houve um aumento de 29% de turistas a procurar informação no Posto de Turismo de Serpa, sendo que em 2016 foram atendidos 12.791 turistas neste equipamento e o Castelo contou com 25.594 visitantes. Embora este número não represente o número total de turistas no concelho, evidencia o crescimento e consolidação da capacidade de atração turística da cidade e do território, ainda mais importante se tivermos em conta que a população do concelho é de pouco mais de 15.000 habitantes. O reforço das ações de promoção do concelho em eventos nacionais e internacionais, com referência também à participação na BTL 2017, a existência de equipamentos de qualidade, como é o caso do Museu Municipal de Arqueologia, cuja reabertura ao publico faz agora um ano, e de projetos a concretizar em breve, designadamente os Passadiços do Pulo do Lobo, representam um investimento de efeito multiplicador, benéfico para o concelho e para as atividades turísticas e produtivas, contribuindo para a sua sustentabilidade económica e social.

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