SMS

Vitor Silva - 06/03/2017 - 05:46

SMS

Tem andado o país em polvorosa por causa de uns SMS trocados entre o Ministro das Finanças, Mário Centeno e o que era para ser, mas já não é, Presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues. E não é para menos, pois que o futuro de Portugal está dependente do conteúdo dessas mensagens telefónicas.

Muita gente especula sobre o que esses SMS dizem, mas eu fiquei a saber há poucos dias que todas essas especulações estão muito, mas mesmo muito, afastadas da realidade. Um amigo meu, pessoa altamente colocada e cuja entidade não posso revelar, desvendou-me esse segredo e autorizou-me a que divulgasse aqui o teor de alguns deles.

Diz António Domingues para Mário Centeno:

“Obrigado por me teres arranjado aquele tacho na Caixa Geral de Depósitos, onde vou ganhar um balúrdio. Para te agradecer convido-te a jantar, mas não pode ser num lugar público para não dizerem que estamos feitos um com o outro. Vens cá a casa, estamos os dois sozinhos que a mulher está fora e sou eu que cozinho”.

Já depois do jantar, responde Centeno:

“António, a comida estava óptima. Não sabia que eras tão bom cozinheiro. Pensei que só sabias gerir bancos. E o avental fica-te a matar. Temos que repetir”.

Uns tempos mais tarde há este SMS de Domingues, depois de uma ida a Bruxelas para discutirem a recapitalização da Caixa:

“Adorei os dias que passámos juntos em Bruxelas”.

Depois de António Domingues se ter demitido da Caixa, Centeno envia-lhe este SMS:

“Malditos comunistas do BE e do PSD que te obrigaram à demissão. Mas a nossa amizade continua”.

Responde António Domingues:

“Sim Mário, amigos para sempre. E que me dizes se, para consolidar a nossa amizade, fossemos passar o Carnaval ao Rio de Janeiro e lá desfilássemos numa escola de samba de uns amigos meus? Tu disfarçado de marinheiro e eu de baiana”.

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