A sorte de Guterres será a nossa sorte

Marcos Aguiar - 18/10/2016 - 10:10

A sorte de Guterres será a nossa sorte

O mandato a que se propõe o português António Guterres é, talvez, o mais colossal desafio que qualquer Homem pode empreender na atualidade – o de secretário-geral das Nações Unidas.
Ser o porta-voz de todos os povos do mundo, em particular dos mais frágeis, é uma missão imensa, muitas vezes frustrante e desalentadora. No século XXI, os conflitos armados, as desigualdades sociais e a pobreza estão em crescendo e nem os fabulosos avanços da ciência e da tecnologia das últimas décadas nos têm valido. Cada vez há mais pobres, cada vez há mais deslocados e refugidos, cada vez há menos respeito pela dignidade da vida humana e pela sustentabilidade do planeta. A lei que impera, quase sempre, é a do mais forte, do mais rico, do mais poderoso...
Acredito que Guterres, enquanto secretário-geral das Nações Unidas, terá a voz corajosa e assertiva a que nos habituou, em particular na resolução do problema dos refugiados (que nos afeta a nós, europeu, mais diretamente), matéria em que demonstrou enorme habilidade diplomática e sensibilidade social, enquanto Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.
Toda a sorte do Mundo para Guterres. Porque a sorte dele será, em grande medida, também, a sorte deste nosso Mundo.

Um abraço, do tamanho do Alentejo, para o auditório da Rádio Pax

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