Sexo com robots

Vitor Silva - 08/07/2016 - 08:45

Sexo com robots

Li há dias, numa dessas notícias que circulam pela internet, que lá pelo ano de 2025, portanto daqui a menos de dez anos, as mulheres farão mais sexo com robots do que com homens. A afirmação era de um futurólogo, que é um indivíduo pertencente àquele grupo de pessoas que, com base numa abordagem científica, tentam prever o futuro.

É do conhecimento comum a existência, desde a antiguidade, de brinquedos sexuais usados pelas mulheres. A era da electrónica e dos computadores aperfeiçoou e garantiu novas performances a esses brinquedos. Agora o que eu desconhecia era que existiam robots, vários com a forma humana, que desempenham o papel de homens no que à actividade sexual se reporta. E que alguns até já estão no mercado, com nomes bem sugestivos, como Fuckzilla e outro apelidado como o Rolls Royce das máquinas de copular.

O mesmo futurólogo prevê que lá para 2050 o sexo entre seres humanos e máquinas terá substituído o tradicional sexo entre seres humanos e que mesmo o amor entre pessoas será ultrapassado pelo amor pessoa-máquina.

Esta notícia não deixa de ser preocupante para os praticantes do sexo, tal qual como Deus Nosso Senhor nos recomendou e fez-me vir à mente aquela piada feminista e achincalhadora para o género masculino, que é a afirmação que a única vantagem que o homem tem sobre um vibrador sexual é que o homem sabe mudar um pneu furado.

De qualquer modo deixem-me manifestar o meu cepticismo quanto à substituição num futuro próximo do homem-macho pelo robot-macho. É que presumo que estes robots não sejam coisa barata, antes pelo contrário, e portanto só acessíveis para algumas mulheres. A grande maioria terá de continuar a fazer as coisas como sempre se fizeram.

Faz-me lembrar uma piada que se contava quando eu era pequeno, tempo esse em que os nossos pais evitavam falar connosco sobre coisa do sexo e quando nós lhes perguntávamos como é que tínhamos vindo a este mundo, eles respondiam que uma cegonha nos tinha trazido de Paris. Na escola os meninos falavam disto e todos diziam que tinham vindo de Paris pendurados no bico de uma cegonha. Até que um menino mais pobre disse: “Os meus pais não tinham dinheiro para isso. Tiveram que me fazer em casa".

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