Aljustrel, um concelho atrativo

Nelson Brito - 09/06/2016 - 02:06

Aljustrel, um concelho atrativo

Nos últimos anos, temos trabalhado intensamente para que Aljustrel seja, cada vez mais, um território atrativo, para os que cá vivem, mas, também, para aqueles que possam considerar fixar residência ou materializar investimento no nosso concelho.

Concluímos um complexo e moroso processo de revisão do PDM - Plano Diretor Municipal que permitiu criar uma ferramenta ampla e adequada às realidades atuais do ordenamento do território, seja do ponto de vista das necessidades das pessoas, seja dos novos desafios que se colocam às organizações. O novo PDM, entre outras inovações, prevê a criação de polos empresariais em todas as freguesias do concelho, característica que já deu origem, por exemplo, à fixação de uma importante empresa de produção de materiais em borracha, em Rio de Moinhos, junto ao nó da A2.

Mas queremos mais. Ambicionamos que cada localidade do nosso concelho fixe empresas em função do seu perfil socioeconómico, tirando proveito da nossa localização central, junto à autoestrada que liga o sul do país a Lisboa; do facto de sermos uma terra que se diferencia pela sua importante indústria mineira; mas, principalmente, aproveitando as novas oportunidades que a chegada da água de Alqueva está a criar.

Foi, por isso, com enorme satisfação, que no passado dia 9 de junho recebemos a visita do Comissário Europeu para a Agricultura, Phil Hogan, e do Ministro da Agricultura, Luís Capolas Santos, a propósito da entrada da primeira água de Alqueva na Albufeira do Roxo. São tempos históricos os que vivemos. Não fosse este investimento, estaríamos agora a lamentar mais um famigerado período de seca, que tantos problemas trouxe no passado na zona de influência da Barragem do Roxo. Temos agora garantido o abastecimento às populações, bem como quantidades de água suficientes para responder às necessidades atuais da agricultura de regadio, acontecimento que vale a pena assinalar e celebrar.

No âmbito do Quadro Comunitário de Apoio anterior, o QRER - Quadro de Referência Estratégico Nacional, investimos quase 11 milhões de euros em projetos que melhoraram grandemente a nossa qualidade de vida em áreas como o urbanismo, a educação, ação social, entre outras. Especificamente, no Contrato de Delegação de Competências celebrado com o programa InAlentejo, fomos o município baixo-alentejano com o maior volume de investimento aprovado, com um total de 5 milhões 19 mil e 663 euros. Este é um desempenho que muito nos satisfaz, porque, neste caso, não somos só nós a afirmar que estamos a trabalhar bem, é também quem apoia o nosso investimento que o confirma, ao aprovar um volume de financiamentos tão substancial.

Os dados do passado recente falam por si, mas nós “não dormimos à sobra da bananeira”, porque sabemos que ainda há muito por fazer. No dia 31 de maio de 2016, em Santa Maria da Feira, assinámos com o Estado o contrato do PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Aljustrel, no âmbito do Portugal 2020, que irá representar um investimento global de 5 milhões e 170 mil euros, apoiados em 4 milhões 394 mil e 500 euros pelo FEDER. Estas verbas irão contribuir para que o município possa continuar a investir, tendo como fim último melhorar a atratividade da nossa terra.

Era importante que os decisores nacionais e europeus tivessem a noção de que os municípios, nomeadamente os que estão na área de influência de Alqueva, precisam de se dotar de mais áreas empresariais. O desenvolvimento do sector agroindustrial deve ser um desígnio da região, criando condições para tratar os novos produtos que a água proporciona. Hoje os campos estão a produzir a uma velocidade aceitável e a gerar uma série de transformações. Temos esse exemplo em Aljustrel: amendoal, nectarinas, peras, ameixas, maçãs, laranjas, azeitonas, alhos, brócolos, papoilas…. O passo seguinte é capacitar o território para transformar e comercializar esses produtos.

Ao mesmo tempo, porque temos a obrigação de dar o exemplo, estamos a “arrumar a nossa casa”, porque para sermos um território mais atrativo, temos que nos saber governar de forma sustentável. Nos últimos anos, diminuímos o endividamento da autarquia em cerca de 25%, ou seja, 2 milhão 497 mil euros. No final de 2009, a dívida orçamentada era de 10 milhões 800 mil euros e no final de 2015, este valor era de 8 milhões 303 mil euros. É esta a nossa forma de estar na governação autárquica. Estendemos que só dando o exemplo de rigor podemos exigir o mesmo a quem connosco se relaciona, sejam pessoas ou organizações.

Para concluir, quero deixar uma palavra aos milhares de visitantes que nos próximos dias passarão por Aljustrel em visita à Feria do Campo Alentejano 2016 – sejam bem-vindos!

A Feria do Campo, para além de ser a maior festa do nosso concelho e ponto de encontro dos “filhos” e amigos da terra espalhados por Portugal e pelo mundo, é, também, a maior montra do potencial imenso da nossa terra. Para além da dimensão mineira que nos diferencia, temos um posicionamento estratégico junto ao nó da A2, fator que pode ser fundamental para o desenvolvimento da agricultura, da agroindústria, do turismo, da economia social e das indústrias criativas. Temos Espanha aqui ao lado, temos a maravilhosa costa alentejana e o seu turismo, o Porto Sines que nos conecta ao mundo e uma infraestrutura aeroportuária instalada em Beja com potencial por explorar. Temos, pois, todas as condições para sermos um território desenvolvido na plenitude, sendo a Feira do Campo a maior expressão da vitalidade deste concelho.

Aljustrel é, cada vez mais, um concelho atrativo!

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