Congresso do Partido Socialista

Jorge Rosa - 07/06/2016 - 12:46

Congresso do Partido Socialista

Cumprimentando todas e todos os ouvintes da Pax, inicio a minha crónica de opinião, que nesta ocasião será sobre o Congresso do Partido Socialista, que se realizou de 3 a 5 de junho na FIL.

Estive presente neste evento, e posso dizer que no cômputo geral fiquei muito satisfeito com o que vi e ouvi. O PS apresentou-se de consciência tranquila, ciente e orgulhoso do trabalho conseguido em apenas 6 meses de governação. Os militantes e simpatizantes corresponderam, e se bem que parte do congresso foi ocupado com o passado, não só comentando em relação à solução chamada de “geringonça”, mas valorizando e distinguindo partes desse passado, que são realmente relevantes e merecedoras de distinção. Gostei particularmente da distinção concedida a António Arnaut, como presidente honorário do partido, não só pelo que fez no PS mas também pelo que fez no país, quando enquanto ministro criou o Sistema Nacional de Saúde. Mas não só de passado viveu o 21º congresso do PS. Também foi relançado o futuro, quer do partido quer do trabalho político do governo. Foram discutidas algumas das propostas, algumas criticadas e outras aplaudidas, mas num espirito de união excelente. Além de uma ou outra voz mais critica, mais cética, a esmagadora maioria do congresso manifestou-se favorável ao desempenho do governo e à experiência de 6 meses de acordo parlamentar à esquerda. As promessas e os compromissos têm sido todos cumpridos ou revistos, não ficando nenhum simplesmente esquecido.

Pela minha parte, gostava de ver melhor trabalhados alguns dossiers, podendo um ou outro não estar inscrito no programa de governo, pois entendo serem muito importantes para a região. Até me inscrevi para falar desses no congresso, mas dado o adiantado da hora já não consegui. Gostava que o PS trabalhasse melhor alguns temas como o ensino superior, a saúde, o desenvolvimento social. Gostava que tivéssemos uma estratégia para melhor aproveitar o aeroporto de Beja. Gostava que se percebesse a importância da cultura, da tradição, que não se entrasse em radicalismos absurdos, como o que pode acontecer com o diploma sobre o mundo rural, nomeadamente a parte sobre os animais de companhia. Queria ver revertida a reforma do mapa judiciário, e de ter o tribunal de Mértola como todos os outros no distrito. Gostava de ver mais sensibilidade para o desemprego. Gostava de ver concluído e implementado o trabalho da Unidade de Missão para a Valorização do Interior. Tenho consciência de que a região precisa de muita coisa, e também sei que quando o Partido Socialista é governo conseguimos sempre avanços significativos. Precisamos ainda de infraestruturar, de melhorar acessibilidades, de investir em rodovia e ferrovia. Mas tenho esperança neste governo, acredito na sua competência. O Congresso da FIL, todo o ambiente criado, a união dos militantes e simpatizantes, os aplausos fortes em relação aos temas quentes e às propostas apresentadas, a aceitação e reconhecimento do trabalho do líder do partido e do governo deram-nos um novo alento, uma renovada esperança. O momento foi forte, intenso, fantástico para o Partido, que precisava de se encontrar para se comprometer, para se afirmar e se assumir. Teremos um PS mais forte, mais coeso depois do congresso, e certamente mais desperto e objetivo. Assim o espero eu. Assim o espera e precisam os portugueses.

Até breve.

Audio Player

COMENTE ESTE ARTIGO