PARA O PRESENTE TER FUTURO - BAIXO ALENTEJO!

Nelson Brito - 21/03/2016 - 06:13

PARA O PRESENTE TER FUTURO - BAIXO ALENTEJO!

Após tantos anos de luta pelo desenvolvimento da região, depois de inúmeras estratégias desenhadas pelos partidos e pelos diversos poderes instituídos, por posições de contestação e de afirmação da população e de personalidades marcantes da região, eis que é chegado um tempo de afirmação de desafios únicos e fulcrais que determinarão a nossa sobrevivência e identidade nas próximas décadas.

A organização do território em áreas vitais tais como a saúde, a intervenção social, a educação, a economia e a cultura, carece de um modelo governativo, democrático e duradouro - aliás, o país no somatório de cada região demanda este processo. O nosso território tem que se consolidar, de uma vez por todas, entre Beja e o seu litoral. Alentejo uno ou não? 
Chegou, pois, um momento autónomo das agendas, políticas, corporativas, cívicas, determinado por desígnios e ideias fortes, com soluções simples e eficazes de combate a um quadro complexo da credibilidade dos agentes políticos e não menos complexo da realidade socioeconómica, sendo importante conseguirmos marcar tempos de decisões e soluções. 
Não podemos estar sujeitos às não decisões e indefinições dos projetos públicos marcantes. Se não dá, expliquem porque não dá!

Precisamos de, com clareza, ultrapassar os desafios de desenvolvimento da região e definir: Qual o modelo de viabilidade para o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva e da própria EDIA? Qual a sustentabilidade do ensino superior na região, em particular do Instituto Politécnico de Beja? Que saúde, que rede de valências e especialidades ao serviço dos doentes e utentes? Que rede de serviços e estruturas sociais? Que futuro para o setor agrícola e agroindústria, para as nossas minas, para o mar, para o turismo, para as artes e ofícios e para as organizações da economia social? Qual o destino da infraestrutura aeroportuária de Beja? Que características deverá ter nossa rede global de transportes? Que estratégias para melhorar as qualificações das pessoas? Que medidas para estancar a baixa demográfica? 

Para o nosso presente ter futuro, são estas as questões que devem ser respondidas – Agora!




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